Atualmente vivemos uma crescente “onda verde”, onde muitas pessoas tornaram-se veganas/vegetarianas e adquiriram um pensamento mais crítico quanto à comida: seus ideais buscam priorizar a sustentabilidade, a saúde e o meio ambiente por meio de trocas alimentares inteligentes.
Já sabemos que a criação de gado para consumo e exploração traz diversas implicações para o meio ambiente, pois é responsável por boa parte da emissão de gases envolvidos no efeito estufa e gasta anualmente incontáveis litros de água. Nesse contexto, a famosa e queridinha Whey Protein, que é obtida a partir do leite, fica em cheque quanto ao fato de ser a melhor escolha como fonte de proteína em pó. Assim, as fontes vegetais surgem como uma alternativa para este fim.
Em outra visão, as proteínas de fontes vegetais emergem também como uma opção mais barata, além de serem uma alternativa para intolerantes à lactose, prometendo resultados semelhantes às fontes proteicas animais, como a Whey protein. Mas será mesmo que essas diferentes fontes de proteína são equivalentes entre si?
Primeiramente, a partir da análise do perfil de aminoácidos de ambas as fontes, a whey leva vantagem quantitativa e qualitativa, já que possui mais aminoácidos essenciais – aqueles que precisamos obter através da dieta. Porém, é preciso admitir que as diferenças não são tão absurdas assim.
Inclusive, quando foi avaliada a função da proteína de ervilha no esporte os resultados foram motivadores: houve um considerável ganho de massa muscular e auxílio no aumento da área dos músculos que foram trabalhados pelos indivíduos que praticaram exercícios físicos. Nota-se que os efeitos foram melhores vistos em indivíduos iniciantes na academia ou que retornaram à musculação depois de um tempo, porém para indivíduos menos sensíveis à estímulos (já treinados) os resultados também foram satisfatórios.
Além disso, a proteína de ervilha hidrolisada (PPH) pode ajudar na redução da pressão arterial: os peptídeos bioativos obtidos a partir da hidrólise da proteína da ervilha conseguem reduzir os níveis de Angiotensina, um hormônio do nosso corpo com ação na constrição dos vasos sanguíneos, que acaba aumentando a pressão corporal. A suplementação de apenas 3 gramas de PPH por dia reduziu até 6mmHg de pressão arterial sistólica em comparação a um grupo que não recebeu a suplementação, já sendo eficaz a partir da segunda semana!
Dito isso, a proteína de ervilha é sim uma boa opção para o público que não utiliza fontes animais para obter aporte proteico, sendo eficaz nas funções que promete – e que não promete – oferecer.

 

Esse texto foi escrito por Alan Matheus (@alanmatheusnutri), baseado em artigos científicos. Todo material pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail: nutricao@certosaude.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos, mencione o nome do autor e do site, por favor.

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