As microalgas são organismos importantíssimos para a evolução das espécies, por exemplo,
sem elas a produção do oxigênio atmosférico ficaria comprometida e nós seres aeróbicos
teríamos um baixo tempo de vida . Para o ecossistema aquático são fundamentais por manter
a biodiversidade e estabilidade das espécies, já que estão na base da cadeia alimentar
aquática.

A chlorella é uma microalga verde unicelular encontrada em água fria que é utilizada como
suplemento alimentar desde a década de 1940. Ela apresenta uma composição que consiste
em 55-60% de proteína, com um excelente perfil de aminoácidos essenciais. Possui 1-4% de
clorofila, em relação aos carboidratos, a maior quantidade é de fibras dietéticas (9-18%).
Apresenta uma riquíssima composição de vitaminas e minerais (destacando-se o
ergocalciferol, folato, vitamina b12, b6, ferro e potássio), baixa quantidade de gorduras,
predominando os ácidos graxos poli-insaturados (ácidos α-linolênico e linoleico – ômega 3 e
6, respectivamente) e alguns carotenóides (a luteína é o principal)..

O uso terapêutico da chlorella se deve ao seu riquíssimo teor de nutrientes, a exemplo, devido
a presença dos carotenóides, meta-análises mais recentes afirmam que pode reduzir as
concentrações séricas de LDL-c e colesterol total em indivíduos com hipercolesterolemia
(doses acima de 4g ou 1,5g associado com a prática de exercício físico/terapia
medicamentosa em 8 semanas). Isso ocorre pois os carotenóides inibem a biossíntese
endógena de colesterol (inibindo HMG-CoA redutase). Além disso, doses superiores a 4g
mostraram reduzir a pressão arterial sistólica quanto diastólica em público hipertenso (em 8
semanas de uso). O ômega 3 e os carotenóides presentes possuem ação antioxidante,
contribuindo para redução da pressão arterial. A vitamina b12 reduz os níveis de
homocisteína, resultando na melhora da pressão. Já o potássio reduz a rigidez arterial e
aumenta a excreção de sódio. Uma soma de fatores que justifica o resultado da evidência.

Em pacientes com síndrome metabólica, a chlorella pode auxiliar na melhora da glicemia em
jejum. Por conta da presença de fibras, que lentificam o processo absortivo dos carboidratos e
a ação antioxidante dos nutrientes já citados que irão favorecer para melhorar a sensibilidade
à insulina. Os melhores resultados são com uso de doses superiores a 4g de chlorella por 8
semanas. Pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) geralmente
apresentam uma característica ou mais da síndrome metabólica (dislipidemia, diabetes,
resistência à insulina, hipertensão arterial, obesidade) com um acúmulo de gordura de 5 a

10% no fígado. A ciência mostra que isso resulta em aumento na concentração sérica de
enzimas hepáticas, como AST e ALT. A administração de 1,2g chlorella associado com 400
mg de vitamina E mostrou melhorar a função hepática de indivíduos com DHGNA em 6
semanas. O mecanismo de ação para o resultado acima ainda não é bem esclarecido, porém a
ciência acredita que a chlorella auxilia na redução de triglicerídeos e inflamação de pacientes
com DHGNA.

Por fim, a suplementação de 1,8g de chlorella por 6 semanas aliado ao tratamento
antidepressivo, reduz angústia depressiva, a gravidade de sintomas físicos e cognitivos da
depressão e da ansiedade em pacientes com transtorno depressivo maior. Uma vez que a
depressão é acompanhada de um esgotamento no status antioxidante, a presença dos
carotenóides, de minerais como zinco, cobre e a vitamina b12 auxilia na melhora da
capacidade antioxidante total. Dessa forma, a chlorella mostra ter um potencial adjuvante ao
tratamento antidepressivo em pacientes com TDM.

Ademais, vale destacar que as principais espécies cultivadas da chlorella são C.vulgaris e
C.pyrenoidosa. Sendo as mais utilizadas nos ensaios clínicos e como forma de suplemento
alimentar.

Esse texto foi escrito por Vitor Nascimento (@vitornascimentonutri – Pesquisar (bing.com), baseado em artigos científicos. Todo material pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail: nutricao@certosaude.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos, mencione o nome do autor e do site, por favor.

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