O meio em que vivemos é povoado por uma multidão de micro-organismos, como
bactérias, fungos e vírus, em que muitos podem ser considerados patogênicos. Ou
seja, o ser humano está suscetível diariamente a ser infectado por algum desses
antígenos. É nessa linha de raciocínio que entra o sistema imune, que visa
proteger-nos contra a infecção dos seres deletérios à saúde.

O sistema imune pode ser considerado um conjunto de células, tecidos e moléculas
que medeiam a resistência às infecções. Auxiliando na recuperação de estruturas
lesadas. Contudo, nutrientes como cobre, zinco e selênio têm sido bastante
associados com uma melhor atividade do sistema imunológico.

O zinco atua na resposta imune celular, valendo destacar seu papel para maturação
dos linfócitos T, que contribuem para a resposta imune adaptativa. O uso de 93 mg
de gluconato ou acetato de zinco por 10 dias pode reduzir a duração e a gravidade
dos sintomas de indivíduos com resfriado comum. Além da sua função na resposta
imune celular, esse feito em indivíduos com resfriados foi associado ao seu papel
antioxidante e antiinflamatório. O Zn é componente da enzima SOD, que é
antioxidante. 20 mg de zinco para crianças maiores de 12 meses é muito
interessante para redução de incidência, duração, gravidade da diarreia
aguda/crônica. Bem como redução na taxa de mortalidade desses indivíduos.

O selênio é muito conhecido por sua ação antioxidante, visto que é componente da
enzima glutationa peroxidase. Em relação ao sistema imune, o Se está associado
com a resposta imune celular, favorecendo a proliferação de linfócitos T e a
produção de citocinas. Os estudos que avaliam o status de Se mostram que ocorre
uma redução na resposta imune celular em casos de deficiência do mineral. As
doses para restabelecer os níveis ideias ficam entre 100-200 mcg de
l-selenometionina ou seu formato inorgânico (selenito). Por exemplo: um público de
indivíduos saudáveis deficiêntes em Se, que tomaram uma dose de reforço para a
vacina da poliomielite e uma associação com 100 mcg de Se em 15 semanas,
mostrou eliminar mais rápido o vírus poliovírus, comparando ao grupo de indivíduos
deficientes que receberam a vacina, mas não suplementam o mineral.

Em relação ao mineral cobre, é muito pouco falado, mas desempenha funções
importantes para o organismo, como na produção de energia e ação antioxidante. O
cobre também está associado com uma melhor resposta imune celular (proliferação de
linfócitos T, atividade dos fagócitos e células NK), os estudos mostram que
indivíduos com deficiência de cobre possuem uma menor proliferação dessas
células. Portanto, é importante manter níveis adequados desse mineral (0,9 a 10
mg). Geralmente a forma suplementada é o bisglicinato de cobre, com uma dose de
3 mg para ter níveis adequados desse mineral.

Por fim, a suplementação de zinco, cobre e selênio para o sistema imune deve ser
feita primariamente em indivíduos com deficiência desses micronutrientes. Ademais,
o zinco para crianças e em indivíduos com resfriado comum, trouxe também
desfechos positivos para saúde.

Esse texto foi escrito por Vitor Nascimento (@vitornascimentonutri – Pesquisar (bing.com), baseado em artigos científicos. Todo material pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail: nutricao@certosaude.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos, mencione o nome do autor e do site, por favor.

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